Liberdade - s. f., faculdade de uma pessoa poder dispor de si, fazendo ou deixando de fazer por seu livre arbítrio qualquer coisa; gozo dos direitos do homem livre; independência; autonomia; permissão; ousadia.
Desculpa que te diga, mas se defines isso como liberdade, não és livre. Porque a liberdade é aprender por nós mesmo.
Se o teu conceito provem do dicionário, do que les e do que ouves, do que os outros tos dizem, nao és livre, pelo contrario, és presa.
A liberdade provem da tua percepçao do mundo, ou melhor, da tua capacidade de ignorar e afastar os metodos, aprendendo com os 6 sentidos. Sentido, ouvindo, vendo, cheirando, provando e imaginando o mundo.... Isso para mim é liberdade
Ana: A propósito do "ser livre" ( a propósito da liberdade) - assunto que mereceu alguns comentários jocosos dos teus amigos, com associações mais ou menos obtusas com a filosofia e o livre arbítrio, ( lembra-te que esse senso comum não deve ser levado a sério, pois nada é sério quando não é suficientemente reflectido. Envio-te aqui um extracto da obra do Savater, "Ética para um Jovem", que responde, de forma muito simples ( e nada intelectualizada), a todas as brincadeiras possíveis sobre essa questão. Aqui vai: " Se tiver uma pedra na mão, sou livre de ficar com ela, ou de a deitar fora, mas se a atirar para longe já não poderei ordenar-lhe que volte para que eu continue com ela na mão. E se com a pedra partir a cabeça de alguém ... estás a ver, não estás? O que há de sério na liberdade é que cada acto livre que faço, limita as minhas possibilidades quando escolho realizar uma delas. E não se pode fazer batota e esperar para ver se o resultado é bom ou mau, antes de assumir se sou ou não, responsável pelo que faço. Desse modo, talvez seja possível enganar um observador exterior, como pretende a criança quando diz: " não fui eu!", mas a nós próprios nunca nos podemos enganar por completo. Pergunta ao Pinóquio!
De maneira que aquilo a que chamamos "remorso", não é mais do que o descontentamento que sentimos connosco quando empregámos mal a nossa liberdade, quer dizer, quando a utilizámos em contradição com o que deveras queremos como seres humanos". (FIM de CITAÇÃO) Como vês, é nisto que consiste a liberdade ( no exercício do livre arbítrio, para o bem ou para o mal e sermos de facto donos de nós próprios - porque inevitavelmente, responsáveis pelos nossos actos). A liberdade não é assunto para intelectuais, mas assunto da própria vida, muito mais próximo da razão do que da emoção ou dos sentidos, como parece entender o Miguel que, como é natural,na sua idade, ainda confunde o querer racionalmente orientado, com o desejo. Bjs A Professora de Filosofia
5 comentários:
Claro..... liga isto ao livre abrítrio..... deu-t agr pas definições sentidas
Pois ana
o livro abritioXD
ixo lembra me filosofia:P
Desculpa que te diga, mas se defines isso como liberdade, não és livre.
Porque a liberdade é aprender por nós mesmo.
Se o teu conceito provem do dicionário, do que les e do que ouves, do que os outros tos dizem, nao és livre, pelo contrario, és presa.
A liberdade provem da tua percepçao do mundo, ou melhor, da tua capacidade de ignorar e afastar os metodos, aprendendo com os 6 sentidos.
Sentido, ouvindo, vendo, cheirando, provando e imaginando o mundo....
Isso para mim é liberdade
FELIZ NATAL!<3
( PASSA PELO MEU BLG SO PA LERES O MEU AGRADECIMANTO1)
Ana:
A propósito do "ser livre" ( a propósito da liberdade) - assunto que mereceu alguns comentários jocosos dos teus amigos, com associações mais ou menos obtusas com a filosofia e o livre arbítrio, ( lembra-te que esse senso comum não deve ser levado a sério, pois nada é sério quando não é suficientemente reflectido.
Envio-te aqui um extracto da obra do Savater, "Ética para um Jovem", que responde, de forma muito simples ( e nada intelectualizada), a todas as brincadeiras possíveis sobre essa questão. Aqui vai:
" Se tiver uma pedra na mão, sou livre de ficar com ela, ou de a deitar fora, mas se a atirar para longe já não poderei ordenar-lhe que volte para que eu continue com ela na mão. E se com a pedra partir a cabeça de alguém ... estás a ver, não estás? O que há de sério na liberdade é que cada acto livre que faço, limita as minhas possibilidades quando escolho realizar uma delas. E não se pode fazer batota e esperar para ver se o resultado é bom ou mau, antes de assumir se sou ou não, responsável pelo que faço. Desse modo, talvez seja possível enganar um observador exterior, como pretende a criança quando diz: " não fui eu!", mas a nós próprios nunca nos podemos enganar por completo. Pergunta ao Pinóquio!
De maneira que aquilo a que chamamos "remorso", não é mais do que o descontentamento que sentimos connosco quando empregámos mal a nossa liberdade, quer dizer, quando a utilizámos em contradição com o que deveras queremos como seres humanos". (FIM de CITAÇÃO)
Como vês, é nisto que consiste a liberdade ( no exercício do livre arbítrio, para o bem ou para o mal e sermos de facto donos de nós próprios - porque inevitavelmente, responsáveis pelos nossos actos). A liberdade não é assunto para intelectuais, mas assunto da própria vida, muito mais próximo da razão do que da emoção ou dos sentidos, como parece entender o Miguel que, como é natural,na sua idade, ainda confunde o querer racionalmente orientado, com o desejo.
Bjs
A Professora de Filosofia
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